Aew galera do CW, demorou um pouquinho mas saiu o Toko Interview #3

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O Toko Interview dessa semana irá trazer uma entrevista do Rio de Janeiro novamente, desta vez, do dono criador da empresa FILL, com vocês, Tytan:
Primeiramente gostaria de agradecer por nos ceder essa entrevista, vamos lá.

1-) Como surgiu a sua iniciativa de criar a FILL?

R: Não foi uma iniciativa minha. Um amigo me convenceu a tentar montar uma equipe, ele e eu, para fazermos do nosso jeito. A forma como achávamos que deveria ser gerida a LLN. Ele acabou abandonando o barco por volta do 8º mês. Nós estamos aqui e viemos para ficar. Acostumem-se com esta idéia.

2-) Você já treinou em São Paulo, por quais federações você passou em São Paulo?

R: Bem, treinar, treinar mesmo, apenas pela ABRALULI. Fiquei lá por cerca de 2 meses, num espaço de um ano. Mas por incrível que pareça, foi o suficiente para aprender muitas coisas e aprimorar outras. Quanto ao meu contato com outras equipes, o GDR, eu era aluno de um amigo do Michel Serdan, então o resto ficou fácil para ir até lá. Apenas fui lá conhecer o trabalho deles. Já a BWF, foi bem no princípio da FILL. Fomos lá, fizemos uma luta, gostaram, voltamos um ano depois e teve toda essa boa repercussão. O resto é história passada e a ser contada.

3-) Quais foram as suas melhores experiências lutando em São Paulo?

R: Acho que o contato com o público (coisa que mais sentimos quando fomos à Sampa. Quando a coisa é pra valer mesmo e não um simples treino). Lutar para uma multidão é sempre energizante. Você tenta e faz coisas que não faria num treinamento, apenas levado pela energia que vem do público torcendo. A favor ou contra (já passei pelas duas experiências na mesma luta). Sem contar os amigos que se leva por toda a vida...

4-) Lembra-se de sua primeira luta?

R: Na praia ou no ringue? Heheheheh...

Na praia foi contra um amigo. Codinome: Dendê (porque parecia com o Dendê do Dragon Ball, ele só não era verde). Foi um verdadeiro desastre.

Já no ringue, foi contra um cara chamado Cigano Tiago. Foi um desastre menor. Quase quebrei o pescoço arriscando um Superstar Press (nunca tinha feito isso na minha vida), sem falar dos estilos se colidindo em pleno ringue. Tiago gritava horrores comigo, porque sempre segurava e vendia a sua tesoura como um Hurracanrana, caindo sempre em cima dele. Era a forma como eu estava acostumado, né? Aí já viu... Mas foi divertido.

5-) Tem uma luta que considera melhor? E uma pior?

R: A melhor, acho que foi a primeira que fiz contra o Raoni. Mesmo estando nervoso por ter controlar ele, que estava ainda mais nervoso, apesar dos muitos erros que cometemos nela (que apenas nós sabemos como foram), acho que foi a melhor. Talvez outras pessoas discordem, mas sem dúvida é a que guardo um carinho maior, pois foi a que abriu todas as portas posteriores para nós.

A pior... Acredito que a de eliminação em Niterói. Não pelos lutadores envolvidos, mas pelo prazo mínimo que nos deram para lutar, a estrutura e a pouca liberdade. Ou seja, foi muito mais por situações extra ringue do que pela luta em si que a considero como a pior, mas isto refletiu. Pois apesar de terem gostado, sabemos que poderíamos ter rendido muito mais se tivéssemos mais apoio e confiança na hora de fazermos o nosso show.

6-) Conte-nos um pouco sobre as maiores dificuldades que você já passou com a FILL

R: Acho que foi sempre fazer planos, que sempre consistiam em uma ajuda ou participação de terceiros e SEMPRE nos darmos mal. Seja montando o ringue, seja confiando em pessoas próximas para fazerem parcerias, empresários aproveitadores, pessoas desconhecidas querendo nos desafiar ali, no meio do treino... Mas pego tudo isso e uso como aprendizado. Porque isto faz com que a equipe, a princípio sinta o golpe, mas fique também mais forte, mais experiente. Quando estive sozinho foi bem pior. Hoje, tenho mais do que uma equipe: Tenho amigos, irmãos e alguns filhos também... hauhauahuahauha...

7-) Conte sobre um momento marcante em sua vida na Luta Livre

R: Acho que foi a experiência que tive quando larguei tudo para me dedicar a Luta Livre. Simplesmente saí de casa, sem avisar nada, me demiti do trabalho... apenas fui. Foi uma grande experiência, conhecendo muita gente, vivendo de Luta Livre (como iremos viver). Passei fome, passei frio, quase morri diversas vezes, mas fiquei ali. Até que a hora de voltar pra casa chegou. Voltei e então abandonei a Luta, literalmente, por dois anos. Ao voltar, trouxe toda essa bagagem comigo. Foi muito benéfico para mim.

8-) Qual a sua visão sobre a Luta Livre Nacional?

R: Confesso que minha visão era muito ruim no meu início. Queria ir pra WWF (ainda era f), pra WCW (pra ver como faz tempo), pra ECW, pra CZW... Qualquer uma, menos aqui. Não conhecia nada aqui. Mas treinando, por conta própria, você percebe que suas aspirações, por maiores que elas sejam, não são suficientes quando você está do lado errado da linha do Equador. Então, quando cheguei e saí do mundo da Luta Livre (entre Vênus e Marte), tinha a idéia de “modernizar” o esporte. Uma vez que minhas inspirações vinham de fora. Contemporaneidade era a palavra que buscava datar à Luta Livre. Sem sucesso e frustrado, desisti. Mais sábio, vi que o exemplo e a união seriam a estrada de tijolos amarelos a serem percorridos. É o que viemos fazendo desde então. Unir, fortalecer, permanecer e transformar. Ainda há um longo caminho para a Luta Livre nacional se popularizar novamente, mas o molde ideal para que seja um esporte forte novamente, a cada dia, se aproxima. 

9-) O que os novos lutadores podem fazer para mudar esse quadro terrível da LLN atual?

R: Não diria terrível. Não está longe o dia em que todos poderemos viver deste esporte, acredito piamente nisso! Ignorando completamente o trato pessoal entre as equipes, quem vem agora deve aprender com quem já está a muito tempo sobre o ringue e traçar metas mais ousadas para colher os frutos. As raízes existem, qualquer pessoa conhece o termo “telecatch” e seu significado. Basta trabalhar forte para que cresça e frutifique.

10-) Por fim, gostaria de passar alguma mensagem ou anúncio?

R: Vendo uma bicicleta, 18 marchas... Hauhauhauahauhauha... Ela tá tão enferrujada que se pega tétano só de chegar perto. Zoeira. Pessoalmente, diria que ainda iremos “torcer muito o nariz” a princípio, para algumas idéias sobre a Luta Livre Nacional, mas continuem apoiando e dando aquele suporte para que o esporte se popularize novamente. Acreditem, pois nós, aqueles que realizam o espetáculo, não somos nada, sem vocês, os fãs, a razão do show.

E tenho dito!

Perguntas dos Fãs:

Denise: Quais foram as dificuldades para criar uma nova federação? E como empresário da mesma, quais as dificuldades em que a FILL se encontra?

R: Empresário é legal. Bwahuhauahuahuah... Dificuldade ainda estamos tendo. Por muito tempo, existia (ainda existe) uma certa resistência a nós, por não termos um ringue, uma base, um roster, uma mascote... E tudo isso influenciava bastante na hora, de alguém que nos conhecia, escolher ficar ou não. Tanto que a nossa equipe ganha membros como nerds ganham beijos. Creio que as dificuldades, não nossa, mas de qualquer equipe nacional é a estrutura que não é a ideal. Mas se tratando da nossa que começou do nada, multiplica isso aí por 473. Mas quem disse que ligamos? Vencer dentro e fora do ringue. Essa é a minha meta (e da equipe também).


Mr. Terrific: Como vocês treinavam na areia?

R: Era como ir à praia, mas sem cair na água e ser observado por uma porrada de gente sem você estar tomando sol (não diretamente). Tinha a parte da farofada também, mas eu chamava isso de treinar golpes. Hoje é engraçado falar disso, mas alguns membros acham o assunto constrangedor. Eu acho isto engraçado. Não tenho vergonha, pelo contrário, tenho o maior orgulho desta época.


Kevin W.: Sou do RJ e quero saber onde é a FILL e como faço para treinar com vocês.

R: Rua Alecrim, 136 – Clune Florença em Vicente de Carvalho. Próximo ao Shopping Carioca. Só chegar e perguntar, não tem erro, no final da rua. Desde que você não tenha 10 anos (como o último que me perguntou isso), pode chegar lá. Caso seja menor, imprescindível a presença dos pais ou responsável.


Dandhi: Olá, gostaria de saber se vocês tem planos de partir para outros estados, Santa Catarina por exemplo?

R: Seria um enorme prazer, tipo um Swing sem ser com a sua namorada, saca, mas isto ainda está um pouco fora da nossa alçada. A não ser que as coisas mudem até uma determinada data no próximo ano. Aí, quem sabe?


Elias Cottonwood: Tytan, admiro seu esforço e de toda a galera da FILL pela LL nacional, lá vai uma pergunta:

O que precisa de FATO melhorar na luta livre nacional para ela voltar a ter aquele prestígio que se tinha antigamente?

R: Cara, eu poderia te responder isso na boa, Elias, mas isso iria contra muita gente que eu conheço, iria ferir algumas amizades... Mas quem disse que estou ligando? Falta quem está envolvido, querer de verdade! Chegar e participar de todo o processo de criação e EVOLUÇÃO do show. Querer fazer sempre um show melhor do que o outro, ter a idéia de vivência do personagem. Falta quem está no comando, cobrar isso, ter a idéia de que somente quando a postura for de show grande, será grande. Enquanto houver conivência desses antigos vícios, veremos os mesmos shows sempre vendidos como inéditos.


Yuri Y2J: Com quantos anos pode-se começar a praticar Wrestling? Sou do RJ e estou interessado. Obrigado.

R: Acredito que trata-se mais de estrutura física mesmo, mas a idade mais abalizada para isto, seria 15 anos. De nada.



Tytan vs. Loki

 
Um treino da FILL na praia. (para provar que todos podem, basta querer)


O grande TYTAN.


Então é isso galera, espero que tenham gostado, comentem dando críticas ou sugestões e principalmente para escolher o próximo entrevistado, até sexta que vem o/.

12 comentários:

Toko disse...

Espero que tenham gostado =]

Denise Sanchez disse...

aeee fodaaa...

mtooo legall o quadrooo *_*
prox entrevista
Cleia a Malvada ou Flash Wagner =D

lady_hardcore disse...

Toko sem palavras para essa entrevista. Eu sinceramente amei e vejo que pra ser um lutador tu tem que passar pelo inferno pra só depois conhecer o céu, amei de coração e continue com o quadro e me avise porq tbm quero fazer perguntas \o/

Mr. Andy (Ausente) disse...

AWESOME

Se eu fosse do RJ eu iria treinar la *-*

abaixo o link da luta (melhores momentos) entre ele o e Loki que teve no evento da trupe do trovão!

http://www.youtube.com/watch?v=EAD3Ngws-WA

Mr. Andy (Ausente) disse...

Quem vai ser o pro. entrevistado ?

Kirk disse...

mto bom

Mr Terrific disse...

Bem legal. Valeu Toko!

Mr Terrific disse...

Hah! Ele leu a minha pergunta. Vou até na praia depois dessa...

FNSP disse...

Boas, gostaria de saber se estariam interessados numa parceria com o meu blog. Para não fazer spam não deixarei o link para o blog aqui no comentário, para acederem basta clicar no meu perfil.

Aguardo uma resposta no meu blog,

Cumprimentos ;)

י Vicтσя Cσsтa © disse...

Queria ve ele na CZW
EH OSSO :P

BOA TOCO

י Vicтσя Cσsтa © disse...

Max Buck*

xD

Krvcio disse...

Tytan!!!!!!!!A FILL ta começando a atrair bastante gente, muito bom que você tenha feito essa entrevista Toko, ajudando a "LLN" xD...Mto foda!

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